
sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010
quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010
segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010
sábado, 9 de Janeiro de 2010
Menina não entra
Quem não se lembra do clube dos rapazes da rua de baixo (no original– East Side)que reuniam num barracão,onde se podia ler “menina não entra”? O Bolinha, o Careca, o Juca e o Zeca (Tubby, Iggy, Willy Wilkins e Eddie Stimson, respectivamente, no original) elaboravam planos para humilharem as meninas do seu grupo; ao mesmo tempo refugiavam-se do grupo dos rapazes do Norte (The West Side Boys), eternos inimigos da parte mais desfavorecida da Cidade.
A maoria dos fãs do Bolinha França (Thomas “Tubby” Tompkins, no original),eram rapazes, sem saberem que a verdadeira heroína deste grupo é, de facto, a Luluzinha Palhares (Lulu Moppet, no original).
A maoria dos fãs do Bolinha França (Thomas “Tubby” Tompkins, no original),eram rapazes, sem saberem que a verdadeira heroína deste grupo é, de facto, a Luluzinha Palhares (Lulu Moppet, no original).
Little Lulu é uma criação da já desaparecida Marjorie “Marge” Henderson Buell (1904 – 1993). A Marge foi uma das mulheres pioneiras na profissão de cartonista, profissão ainda hoje, dominada pelos homens. Em 1920 publicou o seu primeiro trabalho e em 1925 o seu primeiro trabalho “syndicated”, “The Boy Friend”. Em 1934 foi contratada pelo Saturday Evening Post e em 1935, naquela publicação, surgiu o primeiro desenho da Lulu. Só passados 9 anos é que o personagem começou a ser publicado diáriamente nos jornais. O sucesso foi enorme e tornou-se um fenómeno de marketing. A Marge detinha os direitos sobre o seu personagem (o que, naquele tempo, era raríssimo) e beneficiou imenso com o sucesso da sua criação. Em 1947 deixou de desenhar ela própria as histórias do personagem tendo, no entanto, mantido o controlo criativo do mesmo, passando o desenho a ser feito por John Stanley.
Em 1971, Marge decidiu reformar-se e vendeu os direitos à Western Publishing. Ainda hoje os seus trabalhos originais são muito disputados nos leilões, atingindo consideráveis valores. A editora Norte Americana Dark Horse, muito recentemente, reeditou cronologicamente em 18 volumes as aventuras da “Little Lulu” (e seu grupo) e mais um volume fora-de-colecção a cores. As aventuras do personagem foram exportadas para diversos países (Japão, Grécia, Arábia, Finlândia, Espanha e Brasil). Em Portugal foi um sucesso durante anos.A editora Abril publicou um total de 227 números (1974 – 1992) com periodicidade mensal.
O tamanho inicial (21x13,5) e manteve-se assim até ao número 67. A partir de número 68 e até ao final foi publicado no formato (19x13,5). Para além dos já mencionados personagens, podem também lembrar-se do Plínio (Wilbur Van Snobbe), da Glorinha (Glory), da Aninhas (Annie), Dona Marocas (Miss Feeny) do Sr. Jorge Palhares (George Moppet) e da D. Marta Palhares (Martha Moppet), do grande detective “O Aranha” (“The Spider”), que não era outro se não o próprio Bolinha e muitos outros inesquecíveis personagens.
As histórias eram aparentemente simples, mas continham nelas todo o quotidiano das crianças vulgares dos anos 30/40 do século XX, adaptando-se aos tempos, mas sem nunca perder o ideal da infância feliz, livre e despreocupada que se viria a perder a partir do final dos anos 70.
quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010
segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010
quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009
quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009
Musa

Aqui me sentei quieta
Com as mãos sobre os joelhos
Quieta muda secreta
Passiva como os espelhos
Musa ensina-me o canto
Imanente e latente
Eu quero ouvir devagar
O teu súbito falar
Que me foge de repenteDe: Sophia de Mello Breyner
Arquitectura portuguesa




É difícil acreditar que a Câmara Municipal de Lisboa tenha aprovado o projecto para a edificação da nova igreja do Restelo, sobretudo se pensarmos que a necessária autorização foi obtida durante o mandato de três presidentes da autarquia. Não sei quais os desígnios do arquitecto responsável por tamanho mamarracho, mas o resultado é simplesmente catastrófico. Mesmo que a intenção tenha sido de conotar a obra com os Descobrimentos portugueses e a consequente evangelização dos povos nativos através da representação de um barco, a volumetria excessiva, as proporções duvidosas e as cores psicadélicas chegavam para que se tivesse impedido que o projecto vingasse. O uso do minarete, com 100 metros de altura (mais consentâneo com uma mesquita do que com a simbologia de um templo cristão) só pode ter sido criado por uma imaginação delirante.
Apesar de também ser católico, custa-me aceitar que o Patriarcado de Lisboa não se tenha oposto a que se gastem milhões de euros na construção de mais esta igreja, sobretudo numa época de acentuada crise económica, mesmo que uma boa parte dos custos tenha sido suportada por doações. A realidade é que no Restelo (e à sua volta) existem variadíssimas igrejas que, além dos Jerónimos, são mais do que suficientes para as celebrações dos actos de culto. Pior do que isso, é a constatação que as mesmas nunca se encontram cheias de fiéis, mesmo durante a celebração da missa dominical. Parece, pois, descabido que se apadrinhe uma megaconstrução (ainda por cima de inegável mau gosto) quando se trata de uma obra perfeitamente dispensável.
Não seria melhor que as autoridades eclesiásticas tivessem incutido um pouco de bom senso no clérigo que a idealizou, lembrando-lhe que a generosidade dos fiéis poderia e deveria ter sido encaminhada para minorar a pobreza extrema que, cada vez mais, é o triste apanágio da sociedade em que vivemos?
Fernando Raposo de Magalhães, Lisboa»
Apesar de também ser católico, custa-me aceitar que o Patriarcado de Lisboa não se tenha oposto a que se gastem milhões de euros na construção de mais esta igreja, sobretudo numa época de acentuada crise económica, mesmo que uma boa parte dos custos tenha sido suportada por doações. A realidade é que no Restelo (e à sua volta) existem variadíssimas igrejas que, além dos Jerónimos, são mais do que suficientes para as celebrações dos actos de culto. Pior do que isso, é a constatação que as mesmas nunca se encontram cheias de fiéis, mesmo durante a celebração da missa dominical. Parece, pois, descabido que se apadrinhe uma megaconstrução (ainda por cima de inegável mau gosto) quando se trata de uma obra perfeitamente dispensável.
Não seria melhor que as autoridades eclesiásticas tivessem incutido um pouco de bom senso no clérigo que a idealizou, lembrando-lhe que a generosidade dos fiéis poderia e deveria ter sido encaminhada para minorar a pobreza extrema que, cada vez mais, é o triste apanágio da sociedade em que vivemos?
Fernando Raposo de Magalhães, Lisboa»
Penso que este projecto é para um bolo de aniversário para uma criança do 1º ciclo e não para uma igreja a ser construída em Belém
Miguel Jorge
sábado, 28 de Novembro de 2009
As chamas e as almas
Agora, Olga simplificava o seu trem de vida.Saía pouco de casa e tinha móveis de mogno não muito brilhantes.Mas ainda usava roupa interior de crepe com violetas bordadas, e meias como só alguns velhos sensuais oferecem às amigas e que só é possível encontrar no Faubourg St. Honoré, como uma excentricidade ou como uma relíquia.
A Dona contentava-se agora com o seu chá adoçado com açúcar mascavado e em privar, com uma solenidade facciosa, com as suas vizinhas.Decerto as suas primas e segundas primas, nata duma sociedade benemérita e musical, haviam de envergonhar-se da facilidade com que Olga ouvia aquele mulherio ignorante e sem maneiras."
in: Agustina Bessa Luís, As Chamas e as Almas,Lisboa, Guimarães Editores
A Dona contentava-se agora com o seu chá adoçado com açúcar mascavado e em privar, com uma solenidade facciosa, com as suas vizinhas.Decerto as suas primas e segundas primas, nata duma sociedade benemérita e musical, haviam de envergonhar-se da facilidade com que Olga ouvia aquele mulherio ignorante e sem maneiras."
in: Agustina Bessa Luís, As Chamas e as Almas,Lisboa, Guimarães Editores
S table

A round or oval table with a S-shaped twisted stand, moulded in mass-pigmented Ekotek, in matt white. Tabletops in 15 mm thick tempered clear glass, in 15 mm thick extra light tempered clear glass, or in 30 mm medium-density wood fibreboard, lacquered in matt white with scratch-resistant finish, or in 20 mm thick mass-pigmented matt white Ekotek. Round top dia.: 140 156 and 175 cm. Dims of oval table: 150x 10 cm. Height: 73.5 74 or 75 cm. Xavier Lust
Exposição de vestuário da casa de Sabóia

De 7 a 12 de Dezembro, no La Mona Bismarck Foundation, apresenta-se pela primeira vez em França, uma exposição de trajes históricos da Casa Real de Sabóia.
Intitulada "Le trousseau de la Reine de Marie-José de Savoie", esta exposição permite admirar dez magníficos vestidos de cerimónia, vinte conjuntos de soirée e adereços pessoais da rainha de Itália Maria-José de Sabóia (1906-2001). De referir que uma parte dos objectos apresentados, fazem parte do enxoval da soberana, aquando do seu casamento em 1930 com o príncipe Humberto, que foi o último rei de Itália.
A colecção da fundação Humberto II e Maria José de Sabóia - da qual fazem parte estes trajes - só foi possível graças ao esforço da sua presidenta, a princesa Maria - Gabriella de Sabóia, uma dos quatro filhos da rainha, que consagrou um grande esforço, à sua reconstituição.
Estes vestidos de Corte usados para as cerimónias oficiais, reflectem a moda dos anos 30 e ilustram o gosto de uma época.
foto: vestido de Corte em veludo e seda vermelha (Atelier Gori, Turin-Roma-Gênes, 1930); doação de Stefano Papi à fundação Humberto II et Maria-José de Sabóia.
Photo Kim Powell
Le trousseau de la Reine Marie-José de Savoie
MONA BISMARCK FOUNDATION
34, Avenida de New York, 75116 Paris
Tel : 01 47 23 38 88
info@monabismarck.org / www.monabismarck.org
De segunda a sábado das 10 h 30 à 18 h 30. Entrada livre
Photo Kim Powell
Le trousseau de la Reine Marie-José de Savoie
MONA BISMARCK FOUNDATION
34, Avenida de New York, 75116 Paris
Tel : 01 47 23 38 88
info@monabismarck.org / www.monabismarck.org
De segunda a sábado das 10 h 30 à 18 h 30. Entrada livre
Atentado à Sé de Lisboa

in "JN"
As obras de restauro que estavam a decorrer na Sé de Lisboa foram mandadas parar ontem, terça-feira, depois de ter sido danificada uma das pedras do portão norte do monumento. A situação foi denunciada pelo Fórum Cidadania.
A situação é "grave e escandalosa, seriamente lesiva de um monumento nacional, e que prefigura mais uma acção de vandalismo de Estado, uma vez que, ao que apurámos, é da exclusiva e inteira responsabilidade da Direcção-Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo e, portanto, desse Ministério", refere o movimento de cidadãos Fórum de Cidadania, que denunciou a situação junto das entidades tuteladas pelo Ministério da Cultura, Junta de Freguesia da Sé, Câmara de Lisboa e do presidente da Área Metropolitana de Lisboa.
Após ter tomado conhecimento público do caso, Luís Marques, responsável pela Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo (DRCLVT), deslocou-se ao local e contactou os cónegos responsáveis pela igreja, que, por sua vez, mandaram parar a obra.
Ao JN, o director da DRCLVT adiantou que "foi marcada uma reunião conjunta para o próximo dia 15 de outubro, no sentido de encontrar uma resolução digna para pôr cobro a esta obra indevida".
"Este episódio é sintomático sobre o estado de coisas relativamente ao património arquitectónico do país, e do entendimento que dele fazem os poderes públicos", crítica o Fórum Cidadania. O movimento vai mais longe e afirma: "Já não bastava o efeito da poluição e o vandalismo anónimo que continuamente atentam contra o nosso património, são agora os próprios responsáveis pela conservação dos monumentos nacionais a adulterá-los".
O plano de recuperação da Sé foi lançado recentemente dada a degradação em que o espaço se encontrava. No mês passado, o director do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), Elísio Summavielle, reconheceu publicamente que o estado global da Sé de Lisboa era de "alerta público".
Segundo o responsável, a situação mais grave era a do claustro, lamentando ainda o estado de abandono a que esteve votado aquele monumento nas últimas duas décadas".
A Sé de Lisboa foi mandada construir por D. Afonso Henriques em 1150, três anos apôs a conquista da cidade. Sofreu várias derrocadas com os terramotos, o mais forte de 1755.
Publicada por Arq. Luís Marques da Silva
quarta-feira, 7 de Outubro de 2009
sexta-feira, 11 de Setembro de 2009
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